Barco giratório permite fazer pesquisas minuciosas em alto mar
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Um verdadeiro transformer ao serviço da ciência! Quer ver?
Não é bem um barco. Aliás, é natural que o seguinte vídeo o deixe confuso. Mas, afinal, que plataforma é esta que, com uma forma que faz lembrar um taco de baseball, tem a capacidade de se afundar? Qual o seu objetivo?
Apresentamos-lhe o FLIP (Floating Instrument Platform), uma barcaça desenvolvida por Fred Fisher e Fred Spiess em 1962 para registar formas de ondas. Na década de 60, o Departamento de Pesquisa Naval dos EUA sentia a necessidade de arranjar uma forma de estudar alvos acústicos para foguetes submarinos. Essa embarcação tinha de ser silenciosa e estável, tendo sido esse o ponto de partida para o lançamento do FLIP.
Com esta forma caricata, o barco consegue rodar do seu estado normal (na horizontal) para a vertical, permitindo, assim, aos cientistas, a realização dos mais variados estudos. Não é espetacular? Basicamente, a ‘cauda’ da plataforma contém uma série de tanques que se vão enchendo, num processo que demora cerca de 20 minutos.
Colocar um navio na vertical no meio do oceano não parece a coisa mais inteligente do mundo, pois não? Mas por acaso até é. “Um critério de projeto do FLIP é que ele se move menos que um décimo da altura de uma onda que esteja passando”, explicou o capitão William A. Gaines, diretor-assistente do Laboratório de Física Marinha do Instituto de Oceanografia Scripps.
